Blog utilizado para postar os videos do trabalho de filosofia da turma 3003 do Colégio Estadual Antônio Prado Junior

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Amanda Fernandes & Thiago Sena

Não entende
                      Clarice Lispector
Não entendo. 
 
Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender


Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter
fronteiras. 

Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. 

 

Não entender, do modo como falo, é um dom. 
 

Não entender, mas não como um simples de espírito. 

O bom é ser
inteligente e não entender. 
 

É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida


É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. 

Só que de vez em quando vem a
inquietação: quero entender um pouco. 
 

Não demais: mas pelo menos entender que não entendo.


Clarice X Gerd Bornheim

O texto da Clarice mostra um dogmatismo ingênuo, quando não questiona o certo ponto dela não entender, o fato é que ela não entende e se acaba se sentindo completa por não entender, mais a atitude filosófica vem, a inquietação que sirva de aprendizagem para ela .

Yasmin Botelho e Beatriz da Silva



              Clarice Lispector

     
   Sou uma pergunta.  (Trecho)

 "Quem fez a primeira pergunta?
   Quem fez o mundo?
   Se foi Deus, quem fez Deus?
   Por que dois e dois são quatro?
   Quem disse a primeira palavra?
   Que chorou pela primeira vez?
   Por que o sol é quente?
   Por que a lua é fria?
   Por que o pulmão respira?
   Por que se morre? "

 
Analisando o texto de Gerd Bornheim, concluímos que Clarice Lispector, diferente dos dogmáticos, se questiona sobre a existência das coisas, ela está sempre se questionando sobre a realidade, e qual sua razão, o por que daquilo existir, ou quem criou. Ao invés de ser uma resposta, ela afirma ser uma pergunta, ao contrário dos dogmáticos que não se questionam, e ao contrário também daqueles que se definem. Diferente também da ideia de indiferença ontológica , que segundo Gerd Bornheim '' não há consciência do problema do ser ; não se pergunta por que é que existe a realidade , qual é a sua razão do ser '' .

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Douglas Firmino Nº 16 & Albert Barrela Nº 02

                    Clarice Lispector  X  Gerd Bornheim

     Lendo os textos de CLARICE LISPECTOR, vamos aobservar a forma como ela pensava e demonstra em seus textos. Vemos que ela pensa bem diferente de nós e a sua escrita é bem diferente da escrita pelos autores da atualidade.
          No texto Sou uma Pergunta ela demonstra que os eres humanos são mesmo uma incógnita, porque antes mesmo de respondermos as perguntas que nos são feitas pois ao pensarmos na resposta seja diretamente ou indiretamente, não conseguimos nunca completar o nosso pensamento pois o mudamos sempre.
         Ao lermos os textos de GERD BORNHEIM, vamos observar a forma que ele pensava e demonstra em seus textos. Vemos que o pensamento dele se completa com o da Clarice. De forma que ele denfende a tese que os seres humanos devem pensar porque estão fazendo determinada ação, não ao menos fazer por que alguém mandou sem saber qual a real finalidade da tal.

Trabalho de Filosofia

Nome: Talita Silva Bento  Nº: 33 Turma: 3003


Sou uma pergunta
    De Clarice Lispector

Por que faço perguntas?

 Várias vezes somos bombardeados pela mídia que insiste em nos fazer acreditar em falsos dogmas. Por exemplo, propagandas que falam que se você não possuir certo objeto você não será totalmente feliz e nem completo. Fazendo-nos pensar da forma que eles querem sem que nós os questionemos. Esta certo que esse é um dogmatismo ingênuo, mais se pararmos para pensar somos assim porque queremos, o que não torna tão ingênuo assim.
  Às vezes aceitamos qualquer verdade mais por preguiça de se perguntar se aquilo realmente faz sentido, do que por inocência ou por falta de estudo,
porque a maioria é capaz  sim de chegar a uma conclusão lógica sem se deixar levar por pessoas dogmáticas ao extremo.
  Por isso que devemos fazer perguntas, pois assim deixaremos, pelo menos um pouco, esse dogmatismo “ingênuo”, para saber assim a verdade sem que sejamos manipulados pela mídia.

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domingo, 14 de novembro de 2010

Thayanne Cristina e Jorge Vieira

     SOU UMA PERGUNTA


Por que o sol é quente?
Por que a lua é fria?
Por que o pulmão respira?
Por que se morre?
Por que se ama?
Por que se odeia?
Por que se lava roupa?
Por que se tem seios?
Por que se tem leite?
Por que há o som?
Por que há o silêncio?
Por que há o tempo?
Por que há o espaço?
Por que há o infinito?
Por que eu existo?
Por que você existe?
Por que há o esperma?
Por que há o óvulo?
Por que há erro?
Por que há a raiz quadrada?

           Clarice Lispector

   No texto “Sou uma Pergunta” da Clarice Lispector podemos ver que sempre há transformação sendo assim,não há uma resposta definida,uma verdade definida levando sempre ao questionamento.
   Na teoria do GERD BORNHEIM o questionamento pode nos levar muitas vezes a uma experiência negativa,mas também podemos dizer que o questionamento sobre a problematização como está se referindo o texto,podemos falar também que é uma atitude filosófica,sendo assim podemos dizer q a “teoria”da Clarice nos olhos do Gerd é uma metamorfose,ela não se define em uma só verdade.

Gabriella Cristina (Nº21) e Fernanda Alexandra (Nº17)

Tema do Trabalho: ANGÚSTIA.

      
     A Garota, a Angústia e a Vida.

(Garota)__ Onde estou?? Não sinto nada... não vejo nada... eu morri??
(Angústia)__ Acredite, você já estava morta antes disso aqui.
(Garota)__ Quem está aí??!
(Angústia)__ Presumo que queira saber meu nome... me chame de Angústia.
(Vida)__ Fique quieta, Angústia.
(Garota)__ Quem falou???
(Vida)__ Me chame de Vida ,querida.
(Garota)__ Está bem... onde estou?
(Angústia)__ São tantas as respostas... e é tudo culpa minha e sua... a nossa esperança se desfez, o nosso sofrimento reina em tua alma... ai que ansiedade! Mas... ao mesmo tempo... que medo! não agüento mais nada nem mais ninguém! E...
(Vida)__ Deixe a garota falar por si própria, Angústia.
(Garota)__ Mas... não estou entendendo nada! “Culpa minha e sua”?? E... as coisas que você disse...
(Vida)__ Tudo o que ela dissera, foram suas últimas palavras antes de vir para cá, minha jovem.
(Garota)__ Então... realmente... eu estou morta?
(Vida)__ “Morta”? Você quer dizer “Morte”? Não, minha querida... a “morte” que os humanos tanto temem não existe. A “morte” deles é apenas um buraco negro que eles mesmos se colocam, e, aliás, colocam os outros também. Mas a verdadeira, como posso dizer... a verdadeira “morte”, é apenas uma passagem para outro lugar. Mas isso não nos convém agora.
(Garota)__ E o que nos “convém agora”?
(Angústia)__ Você.
(Garota)__ Eu?
(Vida)__ Ponderaremos, minha jovem. Eu, a Angústia, e você. Mas há de entender que, eu sou você ao mesmo tempo em que sou suas escolhas, seu caminho, seus passos, seus pensamentos, seu passado, seu presente, e, dependendo de você, o seu futuro.
(Angústia)__ E eu sou um dos sentimentos seus. Que graças a você, sou a rainha deles!
(Garota)__ Agora estou me lembrando... a culpa não é minha! E você reinar também não é culpa minha! É culpa de todos que me derrubaram, é culpa da minha família que não me estendeu a mão quando eu estava no buraco, e, sim, pedras nas mãos! A culpa é sua, Vida, a culpa é sua porque você sempre foi uma droga!
(Angústia)__ Ela está certa, certíssima... que dor! Que vazio! Que fossa!!!
(Garota)__ Viu??
(Vida)__ Minha jovem, os outros não te derrubaram, eles só queriam te derrubar, ou seja, você mesma que te deixou derrubar. Sua família? Sim, eles erraram quanto às “pedras”, mas, lembre-se bem, eles apenas falaram seus erros e, você, mesmo sabendo que você mesma que os fez, odiou ouvir isso de sua família. E, minha culpa? O que eu lhe dissera, minha jovem? Eu lhe dissera exatamente isso: “Eu sou você ao mesmo tempo em que sou suas escolhas, seu caminho, seus passos, seus pensamentos, seu passado, seu presente, e, dependendo de você, o seu futuro.”
(Garota)__ O que você quer dizer?!
(Angústia)__ Que a culpa é sua! Você me criou!
(Vida)__ Isso.
(Garota)__ Como se atrevem a dizer isso?! Vocês não sabem o quanto que me fizeram mal, o quanto me deixaram sozinha enquanto todos me tacavam pedras e me excluíam! Vocês não sabem o quanto minha vida é difícil! Tudo bem... pode até haver culpa minha nessa história, mas é graças aos outros e a essa droga de vida também! Essa vida difícil, vazia, cheia de invenções idiotas dos humanos, cheia de injustiças, discriminações, pobreza, poluições, assassinatos, e etc! Eu não agüento mais!!!! Só exigem de mim! Só querem que eu seja “isso”, que eu faça “aquilo”, mas ninguém ta nem aí para o que eu sinto, para as minhas dúvidas e meus sonhos, para os meus sentimentos!
(Angústia e Vida)__ Nós sabemos...
(Garota)__ Então?!
(Angústia)__ Então, Vida? Ela está certíssima! Pode ser culpa nossa, mas a culpa também é dos outros, e sua também!
...
...
...
(Garota)__ Vida?? Vida?? Você ainda está aí???
...
...
(Angústia)__ Vida??
(Vida)__ Estou... mas estou fraca... não por eu ser fraca, mas por vocês me deixarem fraca... estou... indo embora...
(Garota)__ O quê?! Não, não vá! Você sou eu, lembra?!?!
(Vida)__ Eu sei... mas... e você, se lembra disso?
(Garota)__ Eu lembro, sim! Não vá!
(Vida)__ Por quê?? Por que, se você já escolheu isso por mim? Eu não posso fazer mais nada, não se você não fizer.
(Garota)__ Eu faço! Eu farei! Por favor, não vá!
(Vida)__ O que você fará?
(Garota)__ Não ligarei para o que os outros dizem, vou concertar meus erros, vou retomar o controle da minha vida e dos meus sentimentos, vou refazer minhas forças e meus princípios, não vou mais me fazer de morta por causa dos meus problemas, vou me levantar e continuar a caminhar, a seguir meu rumo, meu caminho, e, mesmo se eu cair de novo, vou ficar de pé até eu sair do buraco em que cair. Independente de tudo e de todos, vou ficar bem, vou fazer minhas próprias escolhas, vou me ajudar e, quem sabe, até ajudar os outros. Sei que vou encontrar pessoas boas, sei que vou realizar meus sonhos, e, provar a minha família e a todos os outros que estavam errados sobre mim! E NÃO DEIXAREI MAIS DE VIVER!  E etc, etc, etc!!
(Vida)__ Obrigada!

     Na mesma hora, a Garota acordara. Vê sua família em volta, seus amigos e amigas, sua mãe segurando sua mão. Todos preocupados. Agora, percebera que está em um quarto de hospital. E, daqui a uns segundos – quando perceberem que ela acordou – ela saberá que estava em coma desde dois dias atrás, e, seus sinais vitais, sua vida, cada vez mais fracas.  Ela ía morrer, mas quem morrera fora a Angústia.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Gabriel & Hilda

O Que é Angústia?
GERD BORNHEIM

CLARICE LISPECTOR

por Gabriel Barbosa de Aquino Junior Nº 19
e Hilda Rodrigues das Virgens Nº 22
Turma 3003

VÍDEO